|
|
||||||||||||||||||||||||||
![]() |
||||||||||||||||||||||||||
| < entrada | ||||||||||||||||||||||||||
Desenhos: A-Z A Colecção Madeira Corporate Services— MCS começou a ser formada no segundo semestre de 2002, a partir de uma iniciativa dos seus administradores, Rosana Rodrigues, que vive no Funchal, e Luiz Augusto Teixeira de Freitas, coleccionador brasileiro radicado em Lisboa. Para tanto, foi convidado o curador brasileiro Adriano Pedrosa, que tem grande experiência com colecções particulares e empresariais, sendo curador também da colecção privada de Teixeira de Freitas. Baseado em São Paulo, trabalha como curador independente, foi curador adjunto da XXIV Bienal de São Paulo, em 1998, do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, de 2001 a 2003, e actualmente é curador do InSite 2005, em San Diego e Tijuana. A Colecção MCS tem como foco o desenho contemporâneo. O desenho foi eleito tendo em vista o notável revigoramento observado nos últimos anos na produção internacional desse meio expressivo. Um número de exposições e publicações recentes atesta o interesse renovado pelo meio—tais como “Drawing Now” (Museum of Modern Art, Nova York, 2002), “International Paper” (UCLA Hammer Museum, Los Angeles, 2003), “Vitamin D” (Phaidon Press, no prelo). O foco principal da Colecção MCS consiste sobretudo em desenhos realizados nos últimos dez anos por artistas nascidos a partir dos anos 60, e esse é o recorte a partir do qual a Colecção e a exposição podem oferecer um rico e variado panorama. A Colecção MCS desenvolve ainda um segundo foco, com artistas dos anos 1970, num grupo que, por se encontrar ainda em construção na Colecção, foi excluído da presente mostra. A Colecção MCS privilegia artistas das Américas e da Europa, com um número significativo de artistas brasileiros e portugueses. Nesse contexto, a Colecção inclui artistas com carreiras bastante consolidadas no circuito internacional (como Francis Alÿs, Maurizio Cattelan, Mona Hatoum, Ilya Kabakov, Guillermo Kuitca, Beatriz Milhazes, Ernesto Neto, Gabriel Orozco e Julião Sarmento), artistas cujo desenho é referência fundamental para a discussão contemporânea do meio (como Franz Ackerman, Joseph Grigley, Julie Mehretu, Dave Muller e Raymond Pettibon), artistas de renome cujo trabalho em desenho é reduzido ou pouco conhecido (como Michael Elmgreen & Ingar Dragset, Olafur Eliasson e Vik Muniz), ao lado de artistas mais jovens ou emergentes (como Brian Alfred, Ryoko Aoki, Marcelo Cidade, Paul McDevitt, Gabriel Vormstein e Carla Zaccagnini). A estratégia coleccionista é bastante activa, e apesar de ter pouco mais de dois anos, a Colecção MCS já inclui hoje 88 artistas e mais de 200 obras. As obras da Colecção são usualmente expostas nos escritórios da Madeira Corporate Services, no Funchal. O título da exposição, “Desenhos: A-Z”, de Abdessemed a Zaccagnini, aponta para a visão verdadeiramente panorâmica do desenho contemporâneo que a exposição quer apresentar ao público. Neste panorama, constitui-se uma espécie de glossário necessariamente incompleto do desenho contemporâneo, englobando múltiplas tendências, géneros, vertentes e técnicas desenvolvidos por artistas em todo o mundo: desenhos figurativos, abstractos, ou que se utilizam da linguagem escrita; desenhos com referências à arte conceptual ou processual; informados por questões políticas ou feministas; relacionados à arquitectura, ao design ou à cartografia; colagens, aguarelas, guaches e desenhos a nanquim. O objectivo da exposição é também o de mostrar ao público uma iniciativa de coleccionismo bastante singular em Portugal desenvolvida por uma empresa privada. Um catálogo será publicado posteriormente, com texto de Adriano Pedrosa e reproduções de uma selecção das mais importantes obras da Colecção MCS. |
||||||||||||||||||||||||||